Peixes comuns do Litoral de São Paulo

Nome popular: Agulha, Agulhão, Timbale Nome científico: Strongylura marina.

Habitat: Regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

Saiba mais: Peixe de escamas diminutas. Espécie pelágica que ocorre principalmente em águas costeiras, podendo entrar nos rios. Forma pequenos cardumes; é muito rápido e voraz. Alimenta-se principalmente de pequenos peixes. Em algumas regiões é apreciada como alimento.

Equipamento e isca: Equipamento leve; linhas 0,30 a 0,35,com bóias e rabicho de 50 cm após a bóia; anzóis pequenos de nº 14 a 18. Iscas naturais, principalmente pedaços de camarão.

Dica: Para capturar, normalmente se vê o cardume.

Agulha

Nome popular: Anchova ou Enchova Nome científico: Pomatomus saltador

Habitat: Está presente nos mares tropicais de todo o mundo. No Brasil, pode ser encontrada em toda a costa leste, ao redor das ilhas mais afastadas da costa.

Técnicas de pesca: Deve-se utilizar equipamento de ação média/pesada, composto por uma vara para linhas de 10 a 25Lbs, carretilha ou molinete com capacidade de 100m de linha de 0,40mm de diâmetro e iscas artificiais de meia água tamanho grande (aproximadamente 25cm). Procede-se arremessando-se em direção às pedras, deixando a isca cair na espuma formada pela arrebentação das ondas , recolhendo-se rapidamente como se fosse um pequeno peixe em fuga.

Dica: A anchova é um peixe que briga limpo, porém costuma dar grandes arrancadas que podem estourar a linha. Por isso regule a embreagem da carretilha para cansar o peixe.

Melhor época: É mais fácil de ser localizada nos meses de inverno.

Tamanho mínimo: 40cm

Anchova

Nome popular: Bagre-bandeira Nome científico: Bagre marinus.

Habitat: Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

Saiba mais: Peixe de couro. Freqüenta as praias, estuários, manguezais, foz de rios e entram na água doce para desovar. Não é encontrado em águas muito profundas, em geral até 50m. Normalmente forma grupos de cinco a cem indivíduos. Alimenta-se de pequenos peixes e animais bentônicos. Após a desova, os machos incubam os ovos na boca. É um peixe de hábito crepuscular e noturno, mas, nas águas turvas, é possível capturá-lo durante o dia. Tem certa importância comercial, principalmente na região Sudeste. Os grandes exemplares são capturados pela pesca esportiva, na modalidade de arremesso.

Equipamento e isca: Equipamentos médio e médio/pesado. As linhas mais utilizadas são as de 8 a 25 libras, com anzóis de nº 1/0 a 6/0. Iscas naturais, como sardinha, camarões, lulas e moréias dos manguezais são as preferidas. Não se tem informações sobre pesca com iscas artificiais.

Dica: É preciso cuidado ao manusear esse peixe. Os ferrões injetam substâncias tóxicas, que, dependendo da sensibilidade da pessoa, podem causar forte dor no local, inchaço e até febre.

Bagre Bandeira

Nome popular: Badejo Nome científico: Mycteroperca spp

Habitat: Encontram-se em parcéis e lajes de pedra, recifes de corais ou qualquer outra estrutura que contenha tocas utilizadas como abrigo. São encontrados em toda a costa leste brasileira. Podem atingir até 90 Kg no caso do Badejo quadrado, porém o mais encontrado é o Badejo mira que atinge até 4,0 Kg de peso e 60cm de comprimento.

Técnicas de pesca: Deve-se utilizar equipamento de ação média/pesada, composto por uma vara para linhas de 10 a 30Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para 100m de linha de 0,50mm de diâmetro , arranque de três metros de linha de 0,60mm de diâmetro e anzóis de tamanho 6/0.

Como iscas, pode-se utilizar tanto iscas naturais (sardinhas, camarões e pequenos peixes) como iscas artificiais (plugs de profundidade e jigs).

Dica: Ao ser fisgado, o badejo tenta desesperadamente entocar, por isso deve-se manter a embreagem da carretilha ou molinete bem apertada, permitindo assim segurar o peixe na sua primeira arrancada.

Melhor época: Pode ser pescado durante todo o ano, sendo que nas épocas de calor a sua incidência é maior.

Tamanho mínimo: 30cm

 

Badejo

Nome popular: Betara Nome científico: Menticirrhus americanus

Habitat: São encontradas em canais de praias rasas de fundo arenoso, onde procuram pequenos animais que se expõe pela ação das ondas. Existem em toda a faixa litorânea brasileira.

Técnicas de pesca: São pescadas na modalidade de pesca de praia. Deve-se utilizar varas com comprimento variando entre 2,10m e 4,20m, molinete ou carretilha com capacidade de armazenamento de 150m de linha de 0,25mm a 0,30mm de diâmetro, com um chicote de 0,40mm para dois anzóis tipo maruseigo tamanho 12 a 16, chumbadas tipo pirâmide cujo peso deve variar com a distância do arremesso e correnteza da maré.

Para a pesca de praia, os melhores locais são os alagamares e canais de praia, sendo as melhores iscas os camarões e os corruptos, que podem estar vivos ou mortos.

A melhor maré é a de enchente.

Dica: Como a Betara é um peixe que tem a boca voltada para baixo, deve-se fazer com que os anzóis fiquem o mais próximo possível do fundo, utilizando-se chicotes longos.

Melhor época: Durante todo o ano.

Tamanho mínimo: Liberado.

Betara

Nome popular: Bicuda Nome científico: Sphyraena guachancho.

Habitat: Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

Saiba mais: Peixe de escamas. Espécie costeira, de superfície, muito comum nas proximidades dos recifes e ilhas. Vive em cardumes pequenos ou grandes, sendo que os indivíduos maiores são solitários. Alimentam-se de peixes e crustáceos. Tem valor comercial em algumas regiões e é importante para a pesca esportiva.

Equipamento e isca: Equipamento do tipo médio a pesado e linhas de 20 a 30 libras. As iscas artificiais podem ser do tipo plug e colher, e as iscas naturais devem ser peixes pequenos.

Bicuda

Nome popular: Cação Nome científico: Carcharrhinus spp ; Sphyrna spp – Carcarrhinidae.

Habitat: Podem ser encontrados em todo o litoral brasileiro. Freqüentam praias, costões e parcéis, onde vivem em constante movimento procurando alimento. São estritamente carnívoros.

Técnicas de pesca: Deve-se utilizar varas de ação média pesada para linhas de 10 a 25Lbs, carretilhas ou molinetes com capacidade para armazenar 100m de linha com 0,40mm de diâmetro e anzóis com tamanho variando entre 3/0 e 8/0, de preferência encastoados. Qualquer isca de peixe, de preferência sangrando, será eficiente, devido ou paladar carnívoro deste peixe.

Dica: Para atrair os Cações, utilize ceva de pedaços de peixe com sangue.

Melhor época: No verão quando se aproximam da costa para reproduzir.

Tamanho mínimo: Liberado.

Cação

Nome popular: Corvina Nome científico: Micropogonias furnieri

Habitat: Podem ser encontradas em toda a faixa litorânea brasileira, bem como na costa oeste paranaense, onde a Pescada Piauí foi introduzida e é chamada de Corvina. Vivem em locais com fundo arenoso, normalmente em cardumes não muito numerosos.

Técnicas de pesca: Caso se queira pescar Corvinas de praia, deve-se utilizar varas com comprimento variando entre 2,10m e 4,20m, molinete ou carretilha com capacidade de armazenamento de 150m de linha de 0,25mm a 0,30mm de diâmetro, com um chicote de 0,40mm para dois anzóis tipo 4330 tamanho 2/0 a 3/0, chumbadas tipo pirâmide cujo peso deve variar com a distância do arremesso e correnteza da maré.

Para a pesca de praia, os melhores locais são os alagamares e canais de praia, sendo as melhores iscas os camarões, sardinhas, manjubas e corruptos, preferencialmente vivos.

Para se pescar embarcado, deve-se utilizar equipamento de ação média, composto por uma vara para linhas de 8 a 17Lbs, molinete ou carretilha com capacidade para armazenar 100m de linha de 0,30mm de diâmetro e anzóis de tamanho 1/0 a 4/0. A chumbada deve correr na linha. Em regiões litorâneas deve-se utilizar as mesmas iscas da pesca de praia, porém na costa oeste do Paraná as melhores iscas são o lambari vivo e o camarão de água doce.

Dica: Na pesca embarcada, o silêncio é fundamental. Na pesca de praia, deve-se arremessar no canal, que é facilmente localizado pela arrebentação das ondas. O início da arrebentação marca o final do canal.

Melhores épocas: Meses de junho a outubro

Corvina

Nome popular: Dourado do Mar Nome científico: Coryphaena hippurus

Habitat: Podem ser encontrados em mar aberto, desde Santa Catarina até o Amapá. Freqüentam locais próximos a grandes objetos flutuantes, sendo que se alimentam de lulas e pequenos peixes.

Técnicas de pesca: Deve-se utilizar uma vara de ação média/pesada, para linhas de 12 a 25Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para 100m de linha com 0,40mm de diâmetro e anzóis de 2/0 a 6/0. As melhores iscas são as naturais de sardinhas e lulas e as artificiais de plugs de meia água, lulas e colheres.

Dica: Ao capturar um exemplar, mantenha-o na água, segurando assim todo o cardume.

Melhor época: Durante todo o ano.

Tamanho mínimo: 50cm

Dourado do Mar

Nome popular: Espada Nome científico: Trichiurus lepturus

Habitat: Existe em praticamente todo o litoral brasileiro, vivendo ao redor de ilhas dentro e fora de baías. Podem atingir até 2m de comprimento e 4Kg de peso.

Como pescar: Deve-se utilizar equipamento de ação média pesada, composto de vara para linhas de 10 a 20 Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para 100m de linha com 0,40mm de diâmetro e anzóis tipo maruseigo de tamanho 4/0 a 6/0. Existem várias formas de se pescar o peixe espada já que ele vive tanto em locais fundos como rasos. Pode-se utilizar bóia, de preferência luminosa, pois costuma-se pescar à noite. Para se pescar com iscas naturais, deve-se utilizar pequenos peixes como a sardinha , por exemplo. As iscas artificiais de meia água também são eficientes, tanto na modalidade de corrico como na de arremesso.

Dica: Preste atenção ao recolher a isca , pois este peixe gosta de persegui-la, podendo ataca-la até minutos antes do pescador terminar o recolhimento.

Melhor época: Durante todo o ano, oscilando um pouco de acordo com as alterações climáticas.

Tamanho mínimo: Não informado.

Espada

Nome popular: Garoupa Nome científico: Epinephelus marginatus

Habitat: Vivem em fundos de pedras e corais, abrigadas em tocas. Estão presentes em todo o litoral brasileiro e podem atingir até 50 Kg de peso e 1,0m de comprimento.

Técnicas de pesca: Mesmo para pequenas Garoupas, deve-se utilizar equipamento de ação média/pesada, pois quando se sentem fisgadas as garoupas procuram imediatamente as tocas, proporcionando incríveis arrancadas. A vara deve ser para linhas de 12 a 30Lbs, o molinete ou carretilha deve comportar até 100m de linha de 0,50mm de diâmetro, devendo-se utilizar 3,0m de linha de 0,70mm de diâmetro como arranque e anzóis de 6/0 a 10/0.

Pode-se utilizar tanto iscas naturais (camarões, sardinhas e pequenos peixes) como artificiais (plugs de profundidade e jigs).

Dica: Caso a Garoupa consiga entocar, mantenha a linha bem esticada por alguns minutos. Na primeira mexida do peixe, tente rebocá-lo para fora, pois esta é a única forma de se desentocar as Garoupas.

Melhor época: Pode ser pescado durante todo o ano, sendo que nas épocas de calor a sua incidência é maior.

Garoupa

Nome popular: Olhete Nome científico: Seriola fasciata.

Habitat: Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá a Santa Catarina). Mais comum do Nordeste a Santa Catarina.

Saiba mais: Peixe de escamas. Espécie pelágica, conhecida como peixe de passagem. Freqüenta águas relativamente rasas e agitadas, nas proximidades dos costões rochosos e recifes. Os indivíduos jovens formam pequenos cardumes, mas os maiores são solitários, vivendo sozinhos ou em pares. Alimenta-se principalmente de lulas, crustáceos e pequenos peixes. Tem importância na pesca esportiva e comercial.

Equipamento e isca: Equipamento médio/pesado a pesado. A carretilha é mais apropriada, porque esse peixe briga muito, levando vários metros de linha, que deve ser de monofilamento de 20 a 50 libras. Os anzóis devem ser fortes, de nº 5/0 a 10/0. As melhores iscas são as naturais, principalmente sardinha. Outros peixes inteiros ou em filés também dão bons resultados. Entre as iscas artificiais, as melhores são os jigs, os plugs de meia água e, às vezes, os de superfície. Colheres e ziguezagues também são usados com sucesso.

Dicas: Não é um peixe que pode ser pescado da praia e a melhor forma de se pescá-lo é embarcado. Como é um peixe de passagem, o pescador deve esperar por ele.

Olhete

Nome popular: Pampo Nome científico: Trachinotus spp – Carangidae

Habitat: Podem ser encontrados em todo o litoral brasileiro sendo que se subdivide em cinco espécies. Freqüentam locais próximos à formações rochosas e praias na região em que as ondas estouram.

Técnicas de pesca:

a) Embarcada: Deve-se utilizar equipamento de ação média, composto por uma vara para linhas com resistência de 10 a 20Lbs, um molinete ou carretilha com capacidade para 100m de linha com 0,40mm de diâmetro e anzóis de haste curta e tamanho 4/0. O chumbo deve ter seu peso variando de acordo com a correnteza e deve correr pela linha.

b) De praia: Deve-se utilizar um equipamento composto por uma vara de 3 a 4,2m de comprimento, um molinete ou carretilha com capacidade para armazenar 150m de linha com 0,25mm de diâmetro e anzóis com haste curta de tamanho 2/0 ou 3/0. A chumbada deve variar com a correnteza e distância do arremesso.

Tanto para a pesca de praia quanto para a pesca embarcada, deve-se utilizar como isca, a que mais fácil for encontrada na região (camarões , peixinhos, etc.), já que é a que o peixe está acostumado a comer sendo portanto a mais eficiente.

Dica: O formato arredondado do corpo, faz com que este peixe tenha muita força, promovendo grandes corridas quando fisgado. Equipamento regulado e perícia durante a briga, são as vantagens dos bons pescadores.

Melhor época: Nos meses mais quentes do ano: novembro, dezembro, janeiro e fevereiro.

Tamanho mínimo: Liberado

Pampo

Nome popular: Peixe Galo Nome científico: Selene setapinnis.

Habitat: Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

Saiba mais: Peixe de escamas. Espécie de superfície; vive em grandes cardumes; os exemplares pequenos e médios são comuns em baías e estuários. Alimenta-se principalmente de peixes e crustáceos. A carne é de boa qualidade, mas não é comum nos mercados. A pesca esportiva é interessante quando praticada com material leve.

Equipamento e isca: Equipamento leve; linhas de 0,20 a 0,35; anzóis de nº 8 a 4. As iscas podem ser naturais (minhoca de praia, tatuíra, pedaços de camarão morto e sardinhas) ou artificiais (jigs branco e amarelo).

Peixe Galo

Nome popular: Pescada Nome científico: Cynoscion spp

Habitat: Habitam toda a faixa litorânea do Brasil, onde costumam freqüentar locais pedregosos com corais onde se alimentam basicamente de pequenos crustáceos e pequenos peixes. Existem mais de trinta espécies deste peixe, sendo que as mais conhecidas são: Pescada branca, Pescada amarela, Calafate e Terezinha.

Técnicas de pesca: A melhor forma para se pescar Pescadas é utilizando-se equipamento de ação média a média/pesada, composto de uma vara para linhas de 10 a 20Lbs . A carretilha ou o molinete deve comportar 100m de linha de 0,35mm de diâmetro. Pode-se utilizar um, dois ou três anzóis do tipo suzuki número 16 ou 18. Deve-se, ainda, utilizar um chumbo fixo, de modo que fique abaixo do anzol. As melhores iscas são os camarões, sardinhas e manjubas de preferência vivos. As melhores marés ocorrem três dias antes e três depois do dia da lua cheia ou nova.

Dica: Recomenda-se o uso de apenas um anzol, pois além de se economizar iscas, tem-se um melhor rendimento na pescaria.

Melhor época: Pode ser capturada durante todo o ano, sempre que a água estiver limpa.

Tamanho mínimo: Pescada branca = 25cm, Pescada amarela e Calafate = 30cm, Terezinha = 15cm.

Pescada

Nome popular: Prejereba Nome científico: Lobotes surinamensis

Habitat: Podem ser encontradas em todo o litoral brasileiro. Os maiores exemplares costumam freqüentar locais próximos à pedreiras em mar aberto, sendo que também costumam acompanhar grandes objetos flutuantes. Os exemplares mais jovens podem ser encontrados próximo à bocas de rios e manguezais.

Técnicas de pesca: Deve-se utilizar equipamento de ação média/pesada, composto por uma vara para linhas de 10 a 25Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100m de linha com 0,40mm de diâmetro e anzóis tipo maruseigo tamanho 1/0 a 6/0. As melhores iscas naturais são os pequenos peixes (manjubas e sardinhas) e os camarões, de preferência vivos. Pode-se também utilizar iscas artificiais de superfície e meia água. Procede-se arremessando junto à estruturas flutuantes (troncos, etc.), sem utilizar chumbo fazendo com que a isca fique a meia água.

Dica: Mantenha a embreagem do seu equipamento bem regulada, pois a Prejereba costuma brigar muito antes de se entregar.

Melhor época: De outubro a fevereiro.

Tamanho mínimo: Liberado.

Prejereba

Nome popular: Robalo Flecha Nome científico: Centropomus undecimalis

Habitat: Vive nas águas salgadas e salobras da costa leste brasileira, desde o rio Mampituba (divisa do estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul) até o estado do Maranhão. Freqüenta ilhas, rios e canais, onde procura suas presas próximo à estruturas de paus, pedras, etc .

Técnicas de pesca: Para se pescar Robalos embarcado, o ideal é se utilizar equipamento de ação média, composto por uma vara com resistência de 8 a 20Lbs, linha com resistência de aproximadamente 14Lbs e carretilha ou molinete que tenha capacidade para 100m desta linha. Deve-se utilizar um pedaço (± 2,0m) de linha mais resistente próximo à isca, com o diâmetro por volta de 0,50mm ,pois caso a estrutura em que os Robalos se encontram seja muito cortante, não haverá problema de esta linha mais grossa estourar. Para se pescar Robalos da praia, deve-se utilizar varas com comprimento variando entre 2,10m e 4,20m, molinete ou carretilha com capacidade de armazenamento de 150m de linha de 0,25mm a 0,30mm de diâmetro, com um chicote de 0,40mm para dois anzóis tipo suzuki tamanho 16 a 18, chumbadas tipo pirâmide cujo peso deve variar com a distância do arremesso e correnteza da maré.

Para a pesca de praia, os melhores locais são os alagamares e canais de praia, sendo as melhores iscas os camarões, sardinhas, manjubas e corruptos, preferencialmente vivos.

Para se pescar embarcado, pode-se utilizar duas formas:

a) Com iscas naturais: Pode-se utilizar bóia ou não, sendo necessário se testar as duas possibilidades até que se obtenha sucesso, pois as variáveis climáticas fazem com que o comportamento do Robalo seja imprevisível.

    As iscas naturais mais utilizadas para a pesca do Robalo são o camarão, sardinha, manjuba e amborê, sendo que preferencialmente, estas iscas devem estar vivas, pois o movimento é o principal atrativo ao Robalo. Procede-se arremessando-se junto às galhadas e pedras existentes em rios, canais e baías que deságuam no mar, pois os Robalos sempre procuram estruturas como paus e pedras para procurar alimento. Quanto mais preciso o arremesso, maior a chance de captura.

b) Com iscas artificiais: Considerada uma das mais emocionantes modalidades de pesca, a pesca com iscas artificiais tem particularidades que só com a prática podem ser descobertas, porém algumas podem ser logo observadas, são elas:

- Movimentação da isca: A isca artificial deve estar sempre em movimento, assemelhando-se à um pequeno peixe nadando.

- Movimentação do pescador: Na pesca com iscas artificiais, o pescador deve procurar o peixe até que possa capturar vários em um mesmo local, por isso é imprescindível que se use um motor elétrico.

- Precisão de arremesso: Mais importante do que em qualquer outra modalidade de pesca, a precisão de arremesso é crucial para o sucesso da pescaria de Robalos.

Marés: As melhores marés para se pescar Robalos ocorrem nas luas crescente e minguante, sendo esta , talvez, a variante que mais influi no comportamento dos peixes de água salgada. Na pesca embarcada, cada pesqueiro é mais produtivo em uma determinada maré , por isso o amigo pescador deve estudar cada local de pesca para que com o tempo possa avaliar as melhores horas para se pescar. Na pesca de praia, a melhor maré é a de enchente.

Dica: Marque as marés de cada pesqueiro, pois provavelmente os Robalos lá estarão quando a maré se repetir.

Melhores épocas: O Robalo pode ser pescado durante o ano todo, sendo que sua maior atividade ocorre em épocas de estiagem.

Tamanho mínimo para captura: 50cm

Robalo Flecha

Nome popular: Robalo Peva Nome científico: Centropomus paralelus

Habitat: Vive nas águas salgadas e salobras da costa leste brasileira, desde o rio Mampituba (divisa do estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul) até o estado do Maranhão. Freqüenta ilhas, rios e canais, onde procura suas presas próximo à estruturas de paus, pedras, etc .

Técnicas de pesca: Para se pescar Robalos embarcado, o ideal é se utilizar equipamento de ação média, composto por uma vara com resistência de 8 a 20 Lbs, linha com resistência de aproximadamente 14 Lbs e carretilha ou molinete que tenha capacidade para 100 metros desta linha. Deve-se utilizar um pedaço(+- 2,0m) de linha mais resistente próximo à isca, com o diâmetro por volta de 0,50mm ,pois caso a estrutura em que os robalos se encontram seja muito cortante, não haverá problema de esta linha mais grossa estourar. Para se pescar Robalos da praia, deve-se utilizar varas com comprimento variando entre 2,10m e 4,20m, molinete ou carretilha com capacidade de armazenamento de 150m de linha de 0,25mm a 0,30mm de diâmetro, com um chicote de 0,40mm para dois anzóis tipo suzuki tamanho 16 a 18, chumbadas tipo pirâmide cujo peso deve variar com a distância do arremesso e correnteza da maré.

Para a pesca de praia, os melhores locais são os alagamares e canais de praia, sendo as melhores iscas os camarões, sardinhas, manjubas e corruptos, preferencialmente vivos.

Para se pescar embarcado, pode-se utilizar duas formas:

a) Com iscas naturais: Pode-se utilizar bóia ou não, sendo necessário se testar as duas possibilidades até que se obtenha sucesso, pois as variáveis climáticas fazem com que o comportamento do Robalo seja imprevisível.

    As iscas naturais mais utilizadas para a pesca do Robalo são o Camarão, Sardinha, manjuba e amborê, sendo que preferencialmente, estas iscas devem estar vivas, pois o movimento é o principal atrativo ao Robalo. Procede-se arremessando-se junto às galhadas e pedras existentes em rios, canais e baías que deságuam no mar, pois os Robalos sempre procuram estruturas como paus e pedras para procurar alimento. Quanto mais preciso o arremesso, maior a chance de captura.

b) Com iscas artificiais: Considerada uma das mais emocionantes modalidades de pesca, a pesca com iscas artificiais tem particularidades que só com a prática podem ser descobertas, porém algumas podem ser logo observadas, são elas:

- Movimentação da isca: A isca artificial deve estar sempre em movimento, assemelhando-se à um pequeno peixe nadando.

- Movimentação do pescador: Na pesca com iscas artificiais, o pescador deve procurar o peixe até que possa capturar vários em um mesmo local, por isso é imprescindível que se use um motor elétrico.

- Precisão de arremesso: Mais importante do que em qualquer outra modalidade de pesca, a precisão de arremesso é crucial para o sucesso da pescaria de Robalos.

Marés: As melhores marés para se pescar Robalos ocorrem nas luas crescente e minguante, sendo esta ,talvez, a variante que mais influi no comportamento dos peixes de água salgada. Na pesca embarcada, cada pesqueiro é mais produtivo em uma determinada maré , por isso o amigo pescador deve estudar cada local de pesca para que com o tempo possa avaliar as melhores horas para se pescar. Na pesca de praia, a melhor maré é a de enchente.

Dica: Marque as marés de cada pesqueiro, pois provavelmente os Robalos lá estarão quando a maré se repetir.

Melhores épocas: O Robalo pode ser pescado durante o ano todo, sendo que sua maior atividade ocorre em épocas de estiagem.

Tamanho mínimo para captura: 35cm.

Robalo Peva

Nome popular: Salteira Nome científico: Parona signata

Habitat: Pode ser encontrada em todo o litoral brasileiro. Freqüenta locais próximos à ilhas e parcéis em bocas de baías e manguezais, normalmente em cardumes.

Técnicas de pesca: Deve-se utilizar uma vara de ação média para linhas de 10 a 20Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100m de linha com 0,35mm de diâmetro e anzóis tipo maruseigo de tamanho 1/0 a 4/0. As melhores iscas são as naturais de pequenos peixes como manjubas e sardinhas e as artificiais de plugs de meia água e jigs. Procede-se arremessando junto à locais com pedras, onde hajam cardumes de pequenos peixes. Ao ser fisgado, costuma dar vários saltos, atitude esta que lhe valeu o nome de Salteira.

Dica: Ao sentir a batida do peixe , fisgue com bastante força, pois este peixe costuma dar muitos saltos antes de cansar, podendo escapar facilmente.

Salteira

Nome popular: Sargo-de-dentes Nome científico: Archosargus probatocephalus.

Habitat: Regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

Saiba mais: Peixe de escamas. Espécie costeira, vive em águas rasas com fundo de pedras ou corais, por onde nada em pequenos cardumes. Freqüenta as águas salobras dos estuários. Alimenta-se principalmente de crustáceos e moluscos. A carne é de excelente qualidade, mas como é um peixe difícil de capturar não é muito freqüente nos mercados. Por brigar muito quando fisgado, é bastante apreciado pelos pescadores esportivos.

Equipamento e isca: Equipamento médio/médio-pesado: linhas de 17 a 20 libras; anzóis pequenos e resistentes. É importante o uso de líderes de 35 a 40 libras. As iscas podem ser naturais (moluscos e camarões) ou artificiais (jigs).

Dicas: Como é um peixe muito arisco, o silêncio e a calma são essenciais para uma pescaria bem-sucedida. A isca deve ser mantida perto do fundo. A melhor época para a captura dessa espécie é do início do outono a meados do inverno.

Sargo de Dentes

Nome popular: Vermelha-cioba Nome científico: Lutjanus purpureus.

Habitat: Regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

Saiba mais: Peixe de escamas. Espécie costeira que vive em águas profundas nas proximidades de fundos rochosos ou de recifes; os indivíduos jovens podem ser encontrados em águas mais rasas. Forma grandes cardumes, principalmente de peixes jovens; os adultos vivem sozinhos ou em pequenos grupos. Alimenta-se de peixes, crustáceos e moluscos. Tem alto valor comercial, principalmente no Nordeste.

Equipamento e isca: Equipamento do tipo médio; linhas de 17 a 20 libras; anzol nº 4/0 para pesca de fundo. As iscas naturais dão melhores resultados, como lulas, camarões, sardinhas e moluscos.

Vermelho Cioba

Nome popular: Xaréu Nome científico: Carax hippos – Carangidae

Habitat: Podem ser encontrados em todo o litoral brasileiro. Freqüentam locais com fundo duro, de pedra ou areia, próximos a ilhas e costões, onde procuram por pequenos peixes para se alimentar. Grandes exemplares são encontrados em mar aberto, sendo que os pequenos podem ser capturados dentro de baías.

Técnicas de pesca: Deve-se utilizar equipamento de ação média/pesada, composto por uma vara para linhas de 10 a 25Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100m de linha com 0,40mm de diâmetro e anzóis tipo maruseigo com tamanho variando entre 2/0 e 6/0. O uso de chumbada, deverá ocorrer dependendo da correnteza. Estes peixes costumam ficar à meia água, a aproximadamente 1,0 a 1,5m do fundo.

Dica: Grandes exemplares podem ser capturados, por isso mantenha sempre a embreagem de seu equipamento bem regulada, já que este peixe briga limpo, promovendo grandes arrancadas.

Melhor época: Durante todo o ano, desde que a água esteja limpa.

Tamanho mínimo: Liberado

Xaréu

Fonte das pesquisas: Guia do Litoral Sul - http://www.guialitoralsul.com.br

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